O estresse e a qualidade de vida: como a correria do cotidiano está afetando sua saúde mental?

  • centropsi
  • 20 de Janeiro de 2020

Você se considera uma pessoa estressada? Provavelmente, sua resposta é sim. Um dos grandes responsáveis pelo estresse é o trabalho. Cobranças, competitividade, horas extras e muitas responsabilidades somam-se a algumas peculiaridades que variam de acordo com o ofício. Profissionais das áreas de saúde, segurança pública, educação, jornalismo e telemarketing, por exemplo, estão entre os mais estressados.

Não bastasse o estresse no ambiente de trabalho e as variáveis de cada meio profissional, as pressões não se limitam ao expediente. O ato de se deslocar de casa para o trabalho e do trabalho para a casa costuma ser altamente desgastante, principalmente em grandes centros urbanos. Além disso, muitos trabalhadores conciliam suas atividades profissionais com as acadêmicas, realizando cursos de graduação, pós ou extracurriculares.

Soma-se a isso o fato de todos nós estarmos expostos a um alto volume de informações por todos os lados, oriundas tanto de meios de comunicação tradicionais como de redes sociais. Um dia sem acompanhar notícias ou rolar o feed é suficiente para nos sentirmos por fora. Esse sentimento tem nome: FOMO (Fear of Missing Out ou medo de estar perdendo algo, em tradução livre). Em casos mais graves, gera angústia, depressão e alterações de humor.

Síndrome de Burnout: o mal do século

O estresse, principalmente decorrente do excesso de trabalho, não é frescura. Quando não é administrado, pode levar ao afastamento do trabalhador. Esse quadro é denominado pelos especialistas de Síndrome de Burnout, ou seja, quando o esgotamento físico e mental se torna insustentável, prejudicando a qualidade de vida.

Reconhecida pelo Ministério da Saúde, a Síndrome de Burnout é caracterizada pela exaustão e estresse em graus elevados, podendo levar a depressão. Dentre os principais sintomas da Síndrome de Burnout estão:

  • Intenso esgotamento físico e mental;
  •  Dor de cabeça persistente;
  • Mudanças no apetite e no humor;
  • Distúrbios do sono;
  • Dificuldades de concentração;
  • Problemas de autoestima;
  • Pressão alta e taquicardia;
  • Distúrbios gastrointestinais;
  • Falta de motivação.

Felizmente, é possível prevenir a ocorrência da Síndrome de Burnout por meio de medidas que controlam o estresse:

  • Durma oito horas por dia;
  • Invista na convivência com pessoas queridas;
  • Conte com um ombro amigo para desabafar;
  • Tenha momentos de lazer e de fuga da rotina;
  • Fuja do sedentarismo;
  • Evite bebidas alcoólicas e o hábito de fumar;
  • Medicação? Somente com prescrição médica.

Diagnóstico e tratamento:

Contar com o apoio de amigos, familiares e pessoas queridas é extremamente útil no diagnóstico e no tratamento de questões que afetam a saúde mental. No entanto, o psicólogo é o profissional indicado para diagnosticar assertivamente a Síndrome de Burnout ou outra questão e realizar o tratamento adequado por meio de psicoterapia.

Procure tirar férias (de verdade) e descansar. Para controlar o estresse ao longo do ano, inclua na sua rotina atividades físicas, responsáveis pela liberação da endorfina e serotonina, neurotransmissores que produzem a sensação de bem-estar, atividades relaxantes e momentos de lazer. Lembre-se: sua saúde mental é muito importante, cuide de você!

Referência: http://saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-mental/sindrome-de-burnout