Depressão em idosos

  • centropsi
  • 10 de junho de 2019

A depressão é uma doença que vem tomando sérias proporções no mundo. No Brasil, estima-se que mais de 11 milhões da população lute com esse diagnóstico e, no mundo, mais de 320 milhões.

Em relação aos idosos, o último censo liberado pelo IBGE mostra que o maior número de casos de depressão é em pessoas acima dos 60 anos, principalmente na faixa etária dos 60 a 64 anos.

O elevado número de casos, em 11% da população idosa, pode estar relacionado a diversos fatores comuns ao avançar da idade.

Fatores de risco para o desenvolvimento da depressão em idosos:

A maioria dos casos de depressão em idosos está relacionada aos seguintes fatores de risco:

● Falta de suporte familiar e de relações interpessoais;
● Falta de um companheiro por motivos de viuvez, divórcio ou celibato;
● Histórico familiar;
● Dano à imagem corporal, comumente causada por cirurgias, amputação, ataque cardíaco ou câncer;
● Dores crônicas;
● Uso de determinados medicamentos;
● Sexo feminino;
● Abuso de substâncias ao longo da vida;
● Vida estressante;
● Perda recente de algum conhecido próximo;
● Insônia;
● Mudanças drásticas na rotina e no círculo de convivência, como aposentadoria, mudança de endereço, morte, abandono da família, etc.

Se o idoso se enquadrar em algum desses fatores, é muito importante manter uma avaliação constante. A depressão é muitas vezes confundida com outros efeitos da velhice e, com isso, acaba tomando uma proporção maior e prejudicando a saúde e a qualidade de vida do paciente.

Os efeitos da depressão em idosos:

Quando não diagnosticada e tratada de maneira precoce, a depressão pode afetar toda a vida do idoso.

Mais precisamente, diversos estudos na área demonstraram que a depressão em idosos aumenta o risco de morte por doenças. Ainda, a depressão dificulta o tratamento das doenças que o paciente já possui e favorece a contração de novas patologias.

Outros efeitos da depressão que podemos citar são o aumento do risco de ataques cardíacos, o desenvolvimento de demência e o aumento do número de suicídios.

Tratando a depressão em pacientes em idade avançada:

Existem diversos tratamentos para a depressão em idosos, como tratamento medicamentoso, psicoterapia e aconselhamento. Cada caso deve ser estudado levando em consideração todas as características físicas e sociais do paciente. Afinal, alguns medicamentos podem ter interação com algum tratamento e fragilizar ainda mais a saúde do idoso, enquanto atividade física pode não ser uma opção para outros, por exemplo.

Ademais, é de extrema importância que o responsável pelo idoso esteja sempre atento às possíveis alterações e sintomas da depressão. Os principais sintomas são: tristeza, ansiedade, irritabilidade, fadiga, dificuldade de concentração, insônia, perda de apetite, baixa autoestima, dores constantes e sem causa aparente e perda de vontade em atividades que antes davam prazer.

Outro ponto importante é a prevenção dessa doença. Isso é possível por meio do apoio constante de amigos e familiares; da prática de atividades físicas adequadas para a idade; evitando mudanças bruscas ou, se for o caso, preparando o idoso de forma gradual; se alimentando de maneira saudável e se engajando em atividades e “hobbies”.

A saúde e a qualidade de vida devem ser visadas sempre, independente da faixa etária ou das condições do paciente, afinal a depressão pode atingir qualquer pessoa.